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Do que você estava reclamando?

Estamos sempre reclamando de alguma coisa, mas isso é um grande erro. Por que mesmo fazemos isso?!

A insatisfação é quase que uma marca registrada do ser humano: traçamos metas; atingimos as metas; ficamos felizes (às vezes por apenas um segundo); e traçamos novas metas. Sim a vida é assim mesmo, mas por quê?

Paramos tão pouco para olhar tudo o que temos, tudo o que conquistamos no caminho. Temos pressa, pressa de estar sempre olhando para frente, sempre querendo o que ainda não temos na busca de uma felicidade um tanto utópica.

“Quando eu receber a promoção vou ser feliz”, “quando eu me formar na faculdade vou ficar mais tranquila”, mas nunca ficamos. Estamos sempre preenchendo nossas vidas de metas que na nossa cabeça, naquele momento, seriam o nosso ideal de vida. Mas basta atingi-las para mudarmos novamente de sonhos, nem se quer temos tempo de comemorar.

Criam-se cada vez mais pessoas reclamantes, insatisfeitas com suas próprias escolhas, deprimidas e autocríticas ao extremo. Só percebemos a sorte que tínhamos quando somos assoberbados por algum acaso da vida: a perda do emprego, por exemplo, tem gente que reclama todo santo dia de ter que acordar cedo para ir para aquele emprego que detesta, mas basta perder o emprego para sentir falta, e quando digo isso não falo apenas monetariamente. Escuto pessoas falando o tempo todo o quanto sentem falta dos tempos de faculdade, quando reclamavam de ter que ir para as aulas na época em que isso era uma “obrigação”.

É a mania de valorizar as coisas quando perdemos. Isso vale para tudo na vida, não só para relacionamentos.

Reclamar é algo tão comum que nem percebemos o quanto reclamamos durante o dia. Proponho que você tire um dia e conte quantas vezes reclamou, ainda que mentalmente, entretanto, quando você coloca a reclamação para fora é pior ainda, pois você passa a dividir essa reclamação com outra pessoa, que possivelmente irá reclamar junto.

Frases como “Mas que droga mesmo, acho que perdi o ônibus”; “o sinal vai fechar logo agora que eu estou atrasado?”; “que fila enorme, por que não colocam mais caixas nesse supermercado?”; parecem inofensivas aos nossos ouvidos, pois tratam-se de reclamações quase que cotidianas, mas pense o quanto você reclama diariamente sobre essas pequenas coisas, no final do dia temos a caixinha da reclamação, e no final do ano podemos publicar um livro de lamúrias, intitulado: “Existo, logo reclamo”.

Quando pensamos em nossas reclamações, tendemos a lembrar daquelas que nos parecem “aceitáveis”, afinal, é injusto mesmo que você tenha estudado para ganhar tão pouco, ou que você tenha se esforçado tanto e tenham promovido outra pessoa no seu lugar, porém, essas reclamações são as mais nocivas a nós mesmos, pois destinamos tempo e energia para pensarmos sobre elas.

Ficamos buscando porquês, e justificativas para tudo, quando isso muitas vezes não nos leva a lugar nenhum além da frustração.

Qualquer reclamação, pequena ou grande, é ruim. Sejamos mais agradecidos.

Nascemos com esse defeito de fábrica, mas ele pode ser consertado por cada um. Acredito que qualquer coisa na qual coloquemos energia se materializa. Comece a dar atenção ao que realmente importa: sua felicidade.

Tenho uma proposta para aos poucos irmos modificando essa mania de reclamar e nos tornarmos pessoas mais agradecidas pela vida: Por que você não troca uma reclamação por um agradecimento?

Obrigada

Obrigada! Créditos imagem: pixabay.

Cada vez que uma reclamação surgir na sua cabeça ou sair pela sua boca, pense em algo pelo qual você seja grato: pode ser pela sua vida, pela sua saúde, pela sua família, pela sua casa.
Por exemplo: se você estiver reclamando do seu emprego, troque por um agradecimento por estar empregado em um país com um índice de desemprego tão alto.

Talvez sozinhos não tenhamos tanto poder para modificar o mundo, mas podemos começar modificando como nos sentimos em relação ao que nos acontece nesse mundo.

Eu já reclamei muito da vida, e confesso que ainda reclamo (somos humanos), mas diminuí muito. Estou muito mais focada em agradecer, e em não colocar minha energia em coisas que me façam reclamar ou me estressar (política certamente é uma delas).

Agradeço todos os dias pela água quente do chuveiro (vocês já pararam para pensar no quão sortudos são por terem água quente em casa?), pelas minhas roupas, pela minha sorte.
Tenho certeza de que se você parar para refletir terá muito mais coisas a agradecer do que a reclamar.

Então dessa reflexão fica o conselho:
Foco nas bênçãos e não nos problemas.

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