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A Formação do Arquivista no Brasil

Hoje é dia 20 de outubro, dia do arquivista! Para celebrar essa data escrevi um artigo/resenha sobre o livro “A Formação do Arquivista no Brasil” dos grandes José Maria Jardim e Maria Odila Fonseca. Vem conferir!

Inicio esse texto parabenizando todos os colegas de profissão e estudantes de Arquivologia, sei que nem sempre é fácil exercer nosso papel de modo adequado no país em que vivemos, entretanto é importante acreditarmos no futuro da profissão, acreditarmos em nós mesmos e em melhores condições de trabalho, assim como em mais oportunidades.

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Escolhi falar sobre o livro “A Formação do Arquivista no Brasil” porque foi o primeiro livro inteiro sobre Arquivologia que li, na minha primeira semana da graduação, e, apesar de ser um livro escrito em 1999, sua abordagem e problemática permanece em muitos aspectos a mesma no atual momento do país. Farei uma breve síntese dos 10 capítulos do livro.

O primeiro capítulo do livro nos traz uma breve história da evolução da Arquivologia através dos séculos. Antes do século XIX, ela era vista como uma ciência empírica, e a organização dos arquivos era feita para fins administrativos. Durante o século XIX passou a ser vista como uma ciência auxiliar da história e a partir do século XX como uma ciência auxiliar da administração. Assim, a Arquivologia evoluiu e passou a ser vista como uma ciência da informação.

No segundo e terceiro capítulos, os autores analisam o surgimento e o currículo dos cursos de Arquivologia no Brasil, trazendo também uma crítica á formação.

Em 1972, o Conselho Federal de Educação (atualmente Conselho Nacional de Educação) havia autorizado a criação de cursos de Arquivologia em nível superior. O currículo mínimo foi aprovado em 1974, contendo disciplinas como História, Estatística, Contabilidade, Documentação, Paleografia e Diplomática, Comunicação, Notariado, Arquivo I-IV e uma língua estrangeira moderna. Nos anos 90 foi aprovada no Brasil a Lei 8.159/91, a qual dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados.

Os autores criticam a formação do arquivista, pois, julgam ser muito voltada ao físico, sendo o arquivista muitas vezes visto como um “organizador, guardador de papéis”, acreditam que a formação deveria ser voltada à prática científica e intelectual, pois o arquivista é um administrador do ciclo vital da informação arquivística.

Em tempo, fala-se sobre a escassez de cursos de pós-graduação na área e também da carência de literatura arquivística em língua portuguesa.

Sob meu ponto de vista essa realidade permanece, infelizmente. Durante minha graduação (2012-2016), havia pouquíssimos autores brasileiros, e carência de traduções da literatura estrangeira, acabávamos lendo muitos textos em espanhol e alguns em inglês quando não encontrávamos traduzidos. Sobre a questão da formação intelectual, acho que ainda pode melhorar, entretanto, nesse ponto, acredito que na minha experiência, o currículo da UFRGS foca mais no intelectual do que no físico. Tive a sorte de encontrar professores que nos faziam questionar de verdade e realizar o trabalho de modo intelectual contribuindo de modo produtivo para nossa formação.

Os capítulos quatro e cinco trazem considerações sobre o arquivista e alguns conceitos sobre Arquivologia e Arquivística, bem como a questão da interdisciplinaridade.

O arquivista é um produtor de conhecimento, um sujeito que intervém nos arquivos sob uma dada ordem teórica que é a Arquivologia.

JARDIM; FONSECA. 1999.

Ainda se fala sobre a necessidade de consolidação do campo da Arquivologia, não somente em âmbito nacional, mas também no internacional.

O trabalho arquivístico implica pesquisa; uma abordagem investigativa para tratar das atividades de avaliação, descrição, estudos de usuários… Essa é a diferença entre um arquivista e um “guardador de documentos”, entre gerenciar a informação e ordenar documentos.

JARDIM; FONSECA. 1999.

A Interdisciplinaridade é uma dinâmica de trocas, interação, cooperação entre as disciplinas. A Arquivologia tem algumas disciplinas consideradas essenciais em seu estudo como Administração, Direito, História, Informática, Microfilmagem, Preservação e Restauração, Paleografia e Diplomática, entre outras.

Não irei me aprofundar nos capítulos seis e sete, pois eles falam sobre o perfil dos alunos dos cursos de Arquivologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Uni-Rio.

O capítulo oito nos traz o papel do estágio para a formação profissional do arquivista. Inicia falando que a prática é fundamento da teoria, é a fonte de desenvolvimento da teoria. A Teoria das Três Idades foi elaborada a partir de problemas práticos.

O ensino arquivístico não pode privilegiar nenhum desses dois aspectos, teoria e prática, deve encontrar a vinculação de ambos.

Ainda, é ressaltada a necessidade de se existir laboratórios para aulas práticas nas universidades. Confesso que senti falta disso durante minha formação, existia um projeto para esse laboratório ser feito dentro da escola técnica no campus da FABICO (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação) da UFRGS, porém, não tive a sorte de ver a concretização.

Os capítulos nove e dez enfocam novamente sobre a carência de literatura arquivística e de materiais produzidos por autores brasileiros, trabalhos de pesquisa. Ainda fala sobre a situação precária das bibliotecas universitárias na área dos arquivos.

Certamente essa situação já deu uma avançada desde 1999, e felizmente já contamos com um pouco mais de produção científica no Brasil. Porém, é necessário fazermos mais, produzirmos mais conhecimento, discutirmos mais os rumos da profissão, debater cientificamente os assuntos que nos condizem. Sabemos qual é o nosso papel, e por isso cabe a nós fazer com que os outros também saibam.

Então, espero que tenham apreciado essa pequena contribuição e homenagem ao Dia do Arquivista.

Nós como profissionais arquivistas temos que demonstrar nosso valor perante a sociedade, fazer valer nossos diplomas, contribuir para o desenvolvimento da área. Sabemos dos desafios e das deficiências de nossa profissão, mas não podemos nos deixar abater, temos que lutar e fazer a diferença. Que a desvalorização profissional nunca nos faça desistir do ofício que amamos.

E eu amo a Arquivologia, ah como eu amo.

Referências:

JARDIM, José Maria; FONSECA, Maria Odila Kahl. A Formação do Arquivista no Brasil. Rio de Janeiro: UFF, 1999.

papel carta amigos

Carta aos meus velhos amigos

Um desabafo do fundo da alma. O tempo afasta as pessoas e isso nem sempre é ruim. Olá estranhos, prazer, vocês também não me conhecem mais.

Oi estranhos, faz muito tempo que a gente não se vê, que a gente não se fala, que a gente se perdeu nesse mundão e não teve mais notícias uns dos outros.

Como vocês estão? Tá tudo igual ainda? Continuam no mesmo lugar vendo as mesmas pessoas, tendo as mesmas conversas, fazendo as mesmas brincadeiras? Vocês ainda são as mesmas pessoas? Por que eu não sou. Eu cresci, eu me libertei dos meus medos, dos meus fantasmas, eu fugi, mas não me arrependo de nada.

A gente tem que fugir para aprender às vezes sabe? É assim que a gente amadurece. A vida é mesmo feita de escolhas. É triste como algumas pessoas passam a vida toda sem perceber que elas têm o controle para mudar o que não gostam, para saírem de situações em que estão miseravelmente infelizes.

Estava beirando a insanidade da última vez que vocês me viram, e vocês nem mesmo percebiam a gravidade da situação. Por que afinal eu era só uma garota fresca não é mesmo? Eu era apenas um ser humano desprezível tentando encontrar um pouquinho de atenção, fazendo um drama por dia. No final já nem parecia que havia um problema real não é? Por que afinal aquele era o meu jeito, ou vocês pensavam que era, mas não.

Acho que vocês não tiveram a chance de me conhecer de verdade. Precisei desintoxicar, foram anos respirando frustrações, decepções.

Então prazer, estranhos, eu estou aqui na minha plenitude e sanidade para dizer que de verdade, eu não sinto saudades, e principalmente, eu não sinto saudades da pessoa que costumava passar os dias com vocês, aquela que não era eu mesma.

Eu estou bem, finalmente. Eu sobrevivi. Sai do fundo do poço em que me encontrei um dia, parei de desejar não estar mais aqui, porque agora eu estou exatamente onde deveria estar, e estou feliz.

Quero agradecer por tudo, até àqueles que foram estúpidos, ignorantes, babacas e insensíveis. Obrigada, estou mais forte graças a tudo o que me fizeram passar. Não permito mais que me machuquem do jeito que já permiti. Não me submeto mais a situações que me fazem infeliz e não suporto passar um dia sequer sem agradecer a sorte toda que tenho por estar aqui, por ter uma nova oportunidade a cada dia, por ter me tornado uma pessoa mais grata e satisfeita com a vida e comigo mesma.

Percebi que muitas coisas devem-se à maneira como nos sentimos em relação a elas, entretanto, ficou de fato provado que o ambiente influi muito na nossa paz de espírito, assim como as pessoas que frequentam o nosso dia a dia.

Ao retirar do meu dia um ambiente nocivo e pessoas mais nocivas ainda pude me recuperar aos poucos e encontrar a paz, uma paz que havia perdido há tanto tempo que já nem sabia como era senti-la novamente.

Realmente espero que esteja tudo bem com todos vocês, porque desejo que vocês também encontrem a paz, que sejam gratos por suas vidas, suas batalhas e suas conquistas. E que nunca deixem o ódio e a depressão consumir vocês a ponto de quererem sumir do mundo.

Ainda sou tipo gato escaldado, não estou preparada para vê-los ou mexer no passado, sinto-me confortável na posição em que me encontro, distante.

Espero que recebam minhas boas vibrações onde estiverem, e que sejam felizes em seus caminhos. Luz para vocês, luz para o ambiente sombrio e para as pessoas de mau coração com quem vocês precisam conviver.

Profissões desvalorizadas = Profissionais frustrados?! Por que devemos valorizar nossas profissões?

Será que o fato de sua profissão não estar tendo o devido reconhecimento no mercado de trabalho faz de você um profissional frustrado? Por que é importante a auto valorização profissional mesmo quando o mercado de trabalho é ingrato conosco?! Vem conferir!

O mercado de trabalho exige cada vez mais profissionais capacitados e buscando sempre a qualificação contínua. Fazer faculdade já não é mais um luxo, é uma obrigação, uma necessidade, é quase o que era o ensino médio no passado: virou “o básico” de um bom currículo.

Contudo, ter um diploma não mais significa arranjar um bom emprego. Existem diversos fatores que fazem com que profissionais não consigam se inserir em suas áreas de formação. Uma delas, no meu ponto de vista, é a própria escolha do curso.

Na hora de decidir a profissão que iremos seguir: pesquisamos. Pesquisamos salários, mercado de trabalho, visão do futuro, quais áreas estão sendo demandadas, e claro, também levamos em consideração as áreas com as quais consideramos ter mais afinidade. Se você nunca gostou muito de matemática, física ou química, possivelmente não irá escolher cursar uma das graduações em engenharia. Assim como se você nunca gostou muito de ler intermináveis textos, não irá se deslumbrar por um curso como direito ou história.

Todavia, por mais que pesquisemos sobre a área escolhida, existe sempre o fator surpresa. No caso da Arquivologia, por exemplo, a expectativa, no tempo em que eu pesquisei, era de que o mercado de trabalho estava em crescimento, e que a demanda por esse profissional iria aumentar.

Sim, a demanda realmente aumentou comparando com o que era no passado. Muitos concursos públicos solicitando formação na área, entretanto, a iniciativa privada ainda mantém-se um pouco “mente fechada” para esse profissional.

E olha, nem todo mundo nessa vida quer fazer concurso público (Leia O serviço público não é para todos), e claro, não há vagas para todos, portanto, é bastante frustrante para alguns profissionais não encontrarem emprego após os duros 4 anos de graduação.

Veem-se obrigados a aceitarem um emprego como auxiliares de arquivo, assistentes de arquivo, ou mesmo arquivistas. Sim anunciam vagas de arquivistas pedindo pessoas com ensino médio apenas. Isso demonstra o desconhecimento (veja bem eu ainda estou levando em consideração que se trata de desconhecimento e não pura falta de respeito) sobre a existência da profissão dentro da iniciativa privada.

E isso não acontece só com a Arquivologia, estou dando esse exemplo por experiência própria, entretanto, profissionais da administração também se deparam com essas situações. Às vezes acabam aceitando cargos de assistente na expectativa de serem promovidos ou mesmo por necessidade de trabalhar.

Não dá para ficar esperando o emprego dos sonhos quando as faturas estão batendo na porta e sua geladeira está ficando vazia.
O que eu quero dizer é que existe um problema grave, uma crescente desvalorização de certas profissões. A arquivologia é uma delas. Não temos sindicato, não temos quem grite por nós.

Alguns profissionais se veem sem saída, pensam que nada irá mudar e decidem trocar de área. E isso é triste, trata-se de uma decisão dolorida e difícil para o profissional que tem amor por sua profissão, mas não consegue trabalhar com ela.

Essa situação acaba por gerar frustração nos que investem na educação, nos que buscam qualificarem-se cada vez mais para que possam exercer as funções com a máxima excelência.

Acredito que exista solução para isso, sempre há uma luz no fim do túnel, sou uma esperançosa arquivista.

Os profissionais arquivistas precisam se unir para fortalecerem a classe, buscar o estabelecimento de um sindicato, mostrar que estamos aqui, temos valor e temos voz para encontrar o reconhecimento merecido dessa profissão linda que exercemos (ou que não exercemos ainda, mas que conhecemos muito bem e amamos).

Cabe a cada um o esforço para tentar se encontrar, e a persistência. Mesmo sendo difícil, cabe a nós persistirmos em nossa profissão, nos dedicarmos a não deixa-la de lado ainda que não possamos estar exercendo-a no momento. Não deixar de capacitarmo-nos, atualizando-nos conforme juramento que fizemos.

No meu caso, não exerço a profissão, infelizmente, ainda não tive essa oportunidade. Já trabalhei organizando um arquivo, mas é claro que foi sendo desviada de função e não sendo contratada para isso. Todavia, busco sempre ler sobre Arquivologia, saber o que está acontecendo, atualizar-me e também ler conteúdos do tempo da faculdade para relembrar.

Meu método de conectar-me e sentir-me mais próxima à área, tendo em vista não estar exercendo diretamente, é escrever sobre o tema, é buscar levar ao conhecimento de outras pessoas as problemáticas envolvendo a área.

Por enquanto é tudo que eu tenho, porém, sinto que de alguma forma estou contribuindo.

Quando me formei inclusive fiz lembrancinhas de formatura para meus familiares e amigos que continham a essência do que é a Arquivologia (fotos abaixo). Tive essa ideia e meu querido namorado elaborou no computador e colocamos em prática. Tudo no intuito de fazer com que as pessoas conhecessem mais a profissão.

Lembrancinha

Lembrancinha de formatura – Arquivologia by Karine Leite

Então é importante essa iniciativa de levarmos ao conhecimento de outras pessoas o nosso valor.

Da próxima vez que alguém lhe perguntar o que é Arquivologia, responda com orgulho. Mostre o quanto sua profissão é importante nesse mundo. Somos os porta-vozes da classe. Temos que nos fazer sermos ouvidos.

E mesmo que sua profissão não seja a mais badalada do momento, mesmo que você esteja se sentindo desvalorizado, lembre-se do motivo que o levou a escolher essa área, lembre-se das aulas, lembre-se do porquê você ama sua profissão, ainda que pareça difícil.

A desvalorização é frustrante, mas você não precisa ser um profissional frustrado.

O que podemos aprender com trabalhos alternativos: uma experiência no Airbnb

Sabemos que inúmeros profissionais estão enfrentando uma situação bastante desagradável no momento: o desemprego. Nesse contexto, alguns passam de meses a anos sem conseguir um trabalho com vínculo empregatício comprovado na carteira. Com isso, as contas começam a “raspar” aquele suado dinheirinho guardado na poupança enquanto não se encontra outro emprego.

No intuito de escapar dessa situação, algumas pessoas estão recorrendo a situações alternativas como meio de fazer uma graninha extra. Nessa linha, resolvemos colocar um quarto de nosso apartamento para alugar no Airbnb.

O Airbnb é um serviço cuja proposta é o compartilhamento. A plataforma permite que anfitriões possam receber, mediante pagamento de uma quantia estabelecida por eles mesmos, hóspedes em suas casas/apartamentos. Você pode alugar o espaço inteiro sem ficar no local, ou alugar um quarto (ou o sofá de sua sala), nesse caso terá muito mais contato com os hóspedes durante a estadia. O serviço não só possibilita que possamos conhecer outras pessoas, de diferentes cidades, estados e países, como também nos permite desenvolver, ou melhorar, certas habilidades profissionais.

A experiência não deveria ser medida só pelas atividades exercidas oficialmente pelo profissional, mas também pelas habilidades desenvolvidas por ele no exercício de empregos alternativos, assim como sua capacidade de iniciativa para lidar com situações difíceis, e essa experiência é adquirida em boa parte na vida pessoal.

Quando colocamos o quarto para alugar aqui, não esperávamos que fosse dar tão certo, mas devido a nossa esplêndida localização, muito próxima a uma grande universidade, a iniciativa tem rendido bons retornos. Além de conseguirmos uma ótima ajuda para as despesas do apartamento (condomínio, luz, gás…), a empreitada tem se mostrado como um excelente aprendizado sobre gestão e atendimento e está fazendo com que eu aprenda mais sobre mim.

Mas como assim? Simples, eu atuo como co-anfitriã, mas acabo exercendo as mesmas atividades que o anfitrião, meu companheiro. Eu respondo as mensagens dos hóspedes, geralmente sou eu quem os recebe quando eles chegam, eu providencio tudo para que o apartamento esteja impecável (limpeza, organização, suprimento de materiais de higiene) para acolher os hóspedes, e eu acabo sendo a responsável pela lavagem das roupas de cama e toalhas de banho na saída, assim como toda a manutenção pós-hospedagem.

Tenho responsabilidades e levo essa tarefa muito a sério, minha preocupação é a satisfação total de nossos hóspedes. Procuro fazer tudo para que se sintam em casa, pois essa é outra proposta da plataforma, que você sinta que vive no local, não é só uma hospedagem, é uma experiência.

Aqui em casa eu sou uma gestora de Airbnb, e isso me deu experiência em tarefas como liderança de equipes (minha equipe é meu companheiro, e eventualmente meus pais que já ficaram no apartamento para receber hóspedes também), assistente administrativo, coordenadora de suprimentos, recepcionista, analista de sac e serviços gerais. E claro, tem a parte do marketing e da criatividade para destacar seu anúncio em meio a tantos outros.

Então acredito firmemente que podemos aprender, e muito, em “empregos alternativos”, desde que estejamos dispostos a nos empenhar e levar nossas responsabilidades tão a sério quanto levaríamos se fosse “um emprego de verdade”, digo, oficializado na carteira de trabalho.

Minha carreira no Airbnb é algo que pretendo conciliar assim que assumir outras responsabilidades, afinal, eu sou mesmo multitarefa, a maioria das mulheres é, mas infelizmente nem todo empregador reconhece essas habilidades e ainda nos veem como o tal do “sexo frágil”, mas a realidade é que damos conta sim.

O que eu quero dizer com esse artigo, é que o importante é se reinventar em tempo de crise, busque algo em que você é realmente bom e faça isso, e continue fazendo enquanto essa atividade te trouxer prazer e reconhecimento. A minha maior recompensa foi receber pelo correio um presente de duas hóspedes queridas, as quais se hospedaram conosco durante 4 noites. Aquilo me emocionou de um jeito que eu jamais havia sentido, eu me senti reconhecida, senti que estava fazendo um bom trabalho. E essa sensação é o que te faz buscar a excelência, é o que te motiva a dar cada vez o melhor de si mesmo, e é o que deveria ser pregado em todas as empresas.

Uma vez meu pai me disse que “esposa feliz = marido feliz”, gostaria de complementar dizendo que isso pode ser aplicado no contexto empresarial, gerando a equivalência “funcionário feliz = empresa feliz/cliente feliz”. E essa fórmula deixa as empresas no caminho da prosperidade e do sucesso.

Então eu queria acrescentar às minhas qualificações aprimoradas nessa experiência Airbnb: a automotivação. Benditas empresas que nos dão a oportunidade de nos desenvolvermos profissionalmente enquanto pagamos nossas contas, ainda que sem vínculos.

Hoje meu conselho é simples: aprenda com suas tarefas e permita-se aventurar em empregos alternativos.

O período de desemprego deve ser visto também como uma oportunidade de desenvolver e/ou aprimorar suas habilidades, e isso não precisa ser feito apenas fazendo cursos ou altos investimentos financeiros em si mesmo (o que é importante, mas nem sempre viável economicamente para quem está desempregado), então seja criativo, busque alternativas e aprenda com elas.

Waiting for the flight

Como sobreviver a uma noite no aeroporto: dicas para quem precisa esperar muito tempo pelo próximo voo.

Pegou um voo com conexão? Ou num horário na madruga? Vai ter que passar a noite no aeroporto? Vem ver como sobreviver a uma noite no aeroporto e confira as dicas para quem precisa esperar tanto tempo lá até o próximo voo.

Viajar: um prazer na vida de tanta gente. Ainda que seja a trabalho, estudo, ou para resolver qualquer questão burocrática do quotidiano, é sempre bom viajar. Entretanto, a espera no aeroporto às vezes pode ser um martírio. Por isso resolvi falar hoje sobre como sobreviver a uma noite no aeroporto, dando dicas para quem precisa esperar horas até o próximo voo.

Passamos por uma experiência um tanto cansativa no aeroporto Galeão no RJ, onde tivemos que passar a noite e por isso meu relato com dicas sobre o que fazer para não morrer de tédio numa situação como essa.

A jornada começou quando fomos para o Rio para que eu pudesse tirar meu visto para os EUA, mas fomos apenas para passar o fim de semana, ida na sexta e volta no domingo de madrugada. Uma viagem com um propósito, mas que também foi turística (um turismo em 48h) porque é possível conhecer os principais pontos do Rio em 48h (veja o artigo aqui).

Nosso voo saiu de Porto Alegre sexta de tarde e chegamos no Rio sexta de noite, pousando no aeroporto Santos Dumont. Todavia, as passagens de volta tinham saída do aeroporto Galeão (gente eu me apavorei com a distância desse aeroporto em comparação ao outro). Ficamos hospedados em um apartamento em Ipanema, pelo Airbnb, tudo maravilhoso, super perto da praia, delícia! Até então tudo ótimo, porém, distante do aeroporto Galeão. Quem já foi ao Rio, e ao Galeão, sabe que é meio que distante de tudo e apesar de ser um aeroporto bem maior que o Santos Dumont eu diria que não tem tanto entretenimento.

Como nosso voo sairia do Galeão por volta das 5:50h de domingo, decidimos que devido à distância e ao nosso medo de não conseguir chegar a tempo (e também porque passaríamos o dia inteiro turistando e voltaríamos tarde para o apartamento, não compensando pagar outra diária), passaríamos a noite no aeroporto esperando nosso voo para retornar.

E assim fizemos. Passamos um dia incrível, porém ficamos esgotados após os passeios. Saímos do Cristo Redentor ao entardecer e fomos direto para o aeroporto. Chegamos lá por volta das 20h e logicamente fomos direto para a praça de alimentação.

Tem umas opções legais de comida na praça de alimentação (como na maioria dos aeroportos), todavia, enquanto jantávamos alguns restaurantes já iam fechando suas portas. Nada fica aberto depois das 22h na praça de alimentação, e o que acontece durante a madrugada é que ela vira um hotel.

—>Por isso, a primeira dica para sobreviver é: durma.

Se estiver muito cansado e não ver viabilidade em dormir naquelas cadeirinhas super desconfortáveis, faça sua própria cama com as cadeiras (alguns estavam dormindo em cima das mesas também) e descanse com o conforto que você jamais sonhou (sarcasmo feelings). Eu consegui dormir lá, e o meu namorado também. Tinha uma cara em outra mesa que estava tão confortável que até caiu das cadeiras, então acordou. Sério, funciona após ficar muitas horas caminhando e estar completamente podre de cansaço.

—>A segunda dica é: procure uma cafeteria.

Sim, procure uma cafeteria, porque afinal, depois que você tirar aquele cochilo gostoso na praça de alimentação você pode querer tomar um café para acordar (você só dormiu uma hora e a noite é uma criança). No Galeão tem Starbucks e é 24h, I love this.

Starbucks coffe

Sobreviva com café! Se for da Starbucks melhor ainda!!!

—>A terceira dica é: faça amizade!

Você se surpreenderia com a quantidade de histórias de pessoas que estão no mesmo barco que você, mas indo para os mais diferentes destinos. Nós encontramos 3 meninas que estavam fazendo um mochilão, já tinham passado por vários países e estavam lá esperando o embarque para a próxima aventura.

—>A quarta dica é: explore.

Andamos pelo aeroporto todo. Entramos na livraria, olhamos todos os guichês das companhias aéreas (fiquei deslumbrada mais uma vez com tudo da emirates – esse é o máximo de deslumbre que você vai encontrar, aproveite), e claro passamos um bom tempo nas lojinhas duty free quando já tinham nos liberado para esperar lá dentro.

—>A quinta e última dica é: tenha paciência.

Eles têm até lugar para você carregar seu celular. Leve um livro, compre um livro, ouça música, durma, coma, tome um café, tente não reclamar das horas não passarem nunca.

Sobrevivendo a uma noite no aeroporto

Paciência é a chave do sucesso.

Bom humor é fundamental nessas horas, e para tudo na vida.

Dica Bônus: Leve um casaquinho,  sua mãe está sempre certa quando diz que você vai passar frio. No aeroporto faz frio não importa a época.

Então da próxima vez que tiver que esperar já sabe. Aproveite sua estadia, o aeroporto é um lugar legal.

Trabalhe fazendo algo que ama

Trabalhe com o que você ama para não precisar trabalhar de fato

O sucesso na carreira está ligado a realização profissional do indivíduo e não somente a sua conta bancária. Vem conferir como é mais divertido e saudável o trabalho por amor e com amor.

Certa vez, em alguma legenda de foto do facebook, li a frase: “quem faz o que gosta está sempre de férias” e aquilo me fez refletir sobre quão poucas pessoas no mundo têm vivido em “férias permanentes”. Trabalhe com o que você ama para não precisar trabalhar de fato, esse é o segredo de uma vida profissional plena.

Desde muito cedo associamos a palavra trabalho com algo “trabalhaso”, algo ruim. Crescemos com nossos professores, pais, tios, avôs, dizendo que temos que estudar para arrumarmos um bom emprego e termos uma boa vida. Como se a única coisa que realmente importasse fosse a quantia registrada em nosso contracheque. Mas não precisa ser assim.

A sorte de conviver diariamente com uma pessoa apaixonada pelo que faz, meu adorável companheiro, me fez reconsiderar minhas próprias opções na vida profissional e percebi que o mais importante não é o quanto você ganha, ou o que você faz, mas sim o quanto você gosta do que faz.

Torno Industrial

Pra quem não sabe o Denver é Engenheiro Mecatrônico, e gosta tanto da profissão que comprou seu próprio torno para fazer projetos pessoais.

Realização profissional é um sentimento que está muito mais ligado a como nos sentimos úteis ou não perante a sociedade, está ligado ao quanto consideramos que nossas funções contribuem para o bem estar da empresa na qual trabalhamos ou às pessoas para as quais prestamos um serviço.

Claro que dinheiro é bom e todo mundo precisa disso para pagar as contas, mas de que adianta ganhar bem se você se sente infeliz?! Passamos muito tempo dentro de nosso ambiente laboral, então imagine o quanto pode ser estressante estar em um ambiente que você não goste?!

E de que adianta acumular uma grande quantidade de dinheiro se você tiver que gastar tudo tentando recuperar sua saúde?! O estresse e a infelicidade são grandes causadores de doenças, e não só psicologicamente falando, o estresse também pode causar problemas cardiovasculares.

Li uma reportagem que dizia que o Brasil perde muito dinheiro com a depressão, pois essa é uma das maiores causas de afastamento do trabalho. Existe um esgotamento físico e mental por parte da pessoa quando esta pensa em ter de ir para o trabalho, ainda que outras áreas de sua vida corram perfeitamente bem. É a chamada síndrome de Burnout, a depressão do trabalho.

Fiz tratamento psicológico por bastante tempo por estar me enquadrando nessa situação. Sentia-me esgotada e achava que não conseguiria entrar em meu local de trabalho todos os dias. Era funcionária pública, lidava com o público, e no meio de toda aquela maracutaia política (que por mais que você seja estatutário, é obrigado a conviver com cargos comissionados e políticos no geral) não aguentava mais, mas tinha receio de pedir exoneração (quem faz isso né?!).

A questão é que as pessoas vivem reclamando de seus ofícios, detestam seus trabalhos, mas nada fazem para mudar suas realidades. Eu havia decidido que mudaria de vida assim que me formasse (meu cargo era de nível médio e eu estava cursando Arquivologia na época), mas para que eu pudesse ter um certo conforto, decidi juntar uma grana por um ano após a formatura para o caso de demorar para conseguir seguir minha profissão.

Em nenhum momento pensei em me afastar do trabalho por esgotamento, e olha que eu fazia acompanhamento psiquiátrico. Achava inadmissível ser paga com dinheiro público e me afastar de minhas atividades quando sabia que meu problema era o ambiente e que sair de lá cabia somente a mim.

Vivemos em um mundo onde aparentemente é mais fácil reclamar de tudo do que tomar alguma atitude para melhorar as coisas. As decisões dependem de nós mesmos, a mudança começa dentro da gente.

Se você se identifica com isso, saiba que a única pessoa capaz de mudar sua vida é você mesmo. Por isso, pare de colocar a culpa de sua infelicidade em seu trabalho, em sua carreira, na escolha de sua profissão. Se acha que fez uma má escolha, as faculdades estão aí e sempre há tempo para recomeçar, caso esteja infeliz em sua carreira e acredite que o problema foi a escolha de sua profissão.

Um profissional realizado sabe que fez uma boa escolha, ainda que os tempos estejam difíceis, ainda que você ache que merece ganhar mais, ainda que esteja desempregado, você escolheu amar sua profissão e se dedicar a ela. Você tem dúvidas e preocupações como todos, somos humanos, isso faz parte, mas no fundo você sabe que é aquilo que vai te fazer feliz, que vai fazer com que você acorde de manhã e queira ir trabalhar. Vai fazer com que você não se importe se é segunda-feira ou sexta-feira, porque você não vai viver sua vida esperando os finais de semana, você simplesmente vai viver. Todos os dias você vai viver. E vai se sentir vivo.

O trabalho enobrece aqueles que amam o que fazem. E se você não se sente apaixonado pelo seu trabalho, pela sua área, então é hora de buscar algo que te empolgue, porque não há nada mais entediante do que passar o dia todo esperando a hora de ir para casa.
Todas as profissões têm seus desafios e suas deficiências, e cabe a nós aceitarmos e lidarmos com isso, nada é 100% bom ou 100% ruim, entretanto acredito que é nossa responsabilidade a maneira como nos sentimos frente a esses desafios, se vamos encará-los ou se não amamos tanto assim o caminho escolhido.

Nossa carreira é como um relacionamento: se cuidarmos dela, se a alimentarmos diariamente ela irá florescer e nos renderá bons frutos. Porém, se reclamarmos dela, amaldiçoarmos ela, fugirmos dela, provavelmente é melhor trocarmos de carreira, pois se ela não nos faz feliz temos que procurar uma que nos faça.

“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”. Confúcio.

Não tem um dia sequer em que eu tenha me arrependido de minhas escolhas profissionais. Nunca deixei a Arquivologia de lado, e agora vejo que tudo que plantei com carinho será recompensado. A Lei do retorno nunca falha, pode tardar, mas não falha.

Referências:
https://www.tuasaude.com/doencas-provocadas-pelo-stress/
http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2017/06/1889868-brasil-e-segundo-pais-que-mais-perde-dinheiro-com-a-depressao-no-trabalho.shtml?cmpid=facefolha

*Este artigo também está publicado em meu perfil no LinkedIn:

https://www.linkedin.com/pulse/trabalhe-com-o-que-voc%C3%AA-ama-para-n%C3%A3o-precisar-de-fato-martins-leite/

Como superar perdas

Como superar perdas

Estamos nessa vida de passagem, e por mais que saibamos disso, nunca estamos preparados para ir embora, ou para deixar alguém que amamos ir. Como podemos superar perdas?! Vem conferir como essa dor pode ser amenizada até a aceitação e superação.

A vida é um sopro, e nunca estamos preparados para lidar com os finais que ela impõe. Como superar perdas que nos corroem por dentro, nos angustiam, doem a cada dia e parecem nunca cicatrizar?

Não falo apenas das perdas no sentido da morte, mas principalmente da perda de tempo, nunca nos preocupamos com o tempo.

Vivemos como se fôssemos estar aqui para sempre, nos acomodamos, brigamos com aqueles que amamos sempre achando que teremos tempo de consertar tudo. Perdemos tempo, e o tempo não volta, o tempo é ingrato.

Existe uma coisinha muito feia que insiste em nos acompanhar ao longo da vida, e ela se chama orgulho. Perdemos diversas chances, perdemos um tempo precioso alimentando esse tipo de sentimento, vivemos no chamado “não vou dar o braço a torcer” ou “eu estou certo, então não vou ir atrás”, mas esquecemos, esquecemos que podemos não ter outras oportunidades, esquecemos que a vida não se importa se você teve chance de dizer a alguém que o amava ou não.

A vida não espera você se decidir. Como disse Elis Grey, personagem de Grey’s Anatomy, “O carrossel nunca para de girar”, a vida segue, independente de você estar ok ou não.

Então não perca tempo, não espere, não seja orgulhoso, distribua todo o amor que você estiver economizando, porque não vejo nenhum outro motivo de estarmos aqui. Não estamos aqui para lamentar a vida toda, para reclamar e nos condenarmos a ser os mais sofridos seres humanos da face da terra. Estamos aqui para amar. E orgulho e amor são duas coisas que não combinam.

Deixar ser - Seu Cuca

O amor é a saída para tudo.

Mas, e quando não há mais o que fazer? E quando não temos mais a chance de consertar as coisas? E quando aquela pessoa não está mais aqui? Quando a vida é ingrata e nos leva algum amigo, algum amor, algum familiar, e não nos dá nem a oportunidade de nos despedirmos? Como superar essas perdas?

Bem, como na música do Coldplay: Nobody said it was easy, It’s such a shame for us to part” (Ninguém disse que seria fácil, é uma pena nos separarmos). Nunca é fácil perder alguém de quem gostamos, alguém que amamos, ainda que essa pessoa esteja doente, ou seja bem velhinha, não conseguimos nos despedir como se algo natural o fosse.

Não existe fórmula mágica para superar, entretanto, algumas coisas podem ser feitas para que a dor vá se amenizando com o passar do tempo. Já perdi alguns parentes queridos pelo caminho da vida, infelizmente, alguns por conta da velhice, alguns por conta das surpresas ingratas da vida.

E é sempre difícil superar, porém, o que vale é relembrar os bons momentos que a gente viveu com aquela pessoa, pensar em sua vida, e não na morte, celebrar sua estadia na terra, e não ficar lamentando sua partida.

Aceitar e seguir em frente parece algo extremamente difícil não é?! Mas é preciso.

Perdi um amigo de uma maneira cruel e injusta, perdi meu amigo para a violência, no auge de sua vida, com apenas 30 anos. Infelizmente dividimos esse mundo com seres humanos (desumanos) que estão aqui apenas para destruir a vida dos outros, para matar, para fazer os outros sofrerem. E nem vou começar a falar sobre a nossa justiça (inexistente) que prende esses indivíduos e logo os coloca novamente em sociedade para continuarem destruindo outras vidas.

E eu demorei muito tempo para aceitar, na verdade ainda é difícil acreditar, ainda que já tenha passado mais de um ano e meio. Difícil lembrar o nosso último adeus. Trabalhávamos juntos, foi algo do tipo “tchau, bom final de semana”, mas será que nos abraçamos?! Eu realmente não consigo reconstruir a última memória, mas, talvez não faça diferença.

Sei que onde ele está agora não podem mais machucá-lo, está com Deus, e isso me conforta. Durante muito tempo sofri pensando se ele sofreu antes de morrer ou não. Aquilo me corroia, não saber, não entender o como uma criatura consegue ser tão sangue frio com uma pessoa, o porquê de assassinar ao invés de apenas roubar e fugir, da onde vem tamanha crueldade?!

Mas quanto mais eu tentava entender, mais louca e desesperada ficava, e isso não era bom nem para mim e nem para o meu amigo, pois eu não estava deixando-o descansar em paz, pensava demais, sonhava com ele, sofria. E acredito nas teorias espíritas de que quando ficamos sofrendo por alguém aqui na terra, essa pessoa sente nosso sofrimento, e isso não é bom para ela, nem para nós mesmos.

Então, tente não ficar tentando achar explicações, pois nem sempre existe lógica na vida, nem na morte. Não sabemos o porquê cada um está aqui, se temos uma missão eu não sei, prefiro acreditar que estamos aqui para sermos a nossa melhor versão, estamos aqui para aprender a amar, estamos aqui para aprender a perdoar e continuar. Alimentar ódio é algo inútil, só faz sofrer.

Para superar perdas temos que nos apegar em alguma coisa, podemos nos apegar em Deus, caso sejamos religiosos, podemos nos apegar nas boas lembranças, podemos começar nos perdoando e não nos culpando por não termos dito o que queríamos.

E podemos refletir, podemos refletir sobre o quanto a vida é curta e não podemos perder tempo, economizar sentimentos, temos que ser o mais claros o possível, temos que amar.
Ligue para sua mãe todos os dias se você tiver a sorte de ainda tê-la ao seu lado, mande mensagem para seus amigos, para seu amor. Nunca passe um dia sem dizer a alguém o quanto aquela pessoa significa para você.

Não perca tempo, não duvide, não hesite. Não economize seu amor.

Se encontrar no caminho alguém que não valorize essa sua atitude, o seu “eu te amo”, siga em frente, não fique rancoroso, não distribua ódio, distribua amor. Se alguém não quer o seu amor, outra pessoa será a sortuda que irá querer.

Mas tente ser amoroso, sempre. Não há nada mais gostoso do que receber um “eu te amo” gratuito no meio do dia, por nada, só por dizer. As pessoas estão mesquinhando o sentimento mais adorável do mundo, não seja uma delas.

A melhor lição que podemos tirar de uma perda, e o que de melhor podemos fazer por aqueles que já não estão mais entre nós é amar, é amar todos os dias e demonstrar esse amor.

 

Liberdade é amar a si próprio.

7 Motivos para não se contentar com um meio amor

Já assistiram o filme “As vantagens de ser invisível”? Em uma cena, um dos personagens fala: “a gente aceita o amor que acha que merece”. Não precisa ser assim, você não acha que merece o tal do “amor maior que eu” da música do Jota Quest?! Porque eu acho que merece. Vem ver por que você não deve se conformar com um meio amor.

 

Sempre achei superficial essa história de achar a sua “outra metade”. Na verdade não existe essa coisa de metade, você é um ser inteiro, tá procurando metade de quê? É esse maldito sentimento de falta, de não nos sentirmos completos sozinhos, que faz a gente enxergar cabelo em ovo, ver príncipe encantado onde só tem um sapo, viver um conto de fadas fajuto, mas que no facebook vai parecer maravilhoso.

Não se contente com um meio amor, experimente juntar dois amores inteiros e ver no que dá.

Metade da laranja

Você não é uma laranja. Créditos imagem: Pixabay.

Baseada nessa ideia, um tanto contraditória a algumas letras de músicas (Fábio Jr. que me desculpe), resolvi listar 7 motivos pelos quais você não deve se contentar com um meio amor, então pega a caneta e vamos lá!

1 – Você é um copo cheio

Temos que parar com a mania de viver amores pela metade, de nos contentarmos com migalhas e acharmos que precisamos de alguém para nos preencher quando tudo parece estar dando errado na nossa vida. Nessas horas vale uma boa olhada no espelho seguida de um: EU ME BASTO.

Se for para nos relacionarmos seja com um amor, um parente, um amigo, em sociedade, ou com desconhecidos num boteco qualquer, que seja para somar e não para completar o que supostamente estaria faltando em nós. A intenção aqui é “transbordar o copo”, porque, afinal, ele já está cheio de você.

O fato é que algumas pessoas, especialmente no quesito amor, porém já vi muitos casos no quesito amizade, acabam depositando muitas expectativas no outro serzinho humano com quem está se relacionando. A “vítima” em questão se torna a “muleta emocional” do outro que se apoia nela como se não houvesse mais ninguém no mundo, sem enxergar o quão pesada e egoísta essa situação pode se tornar.

E ninguém atura essa situação por muito tempo, você acaba afastando as pessoas e ficando sem entender o que é que você fez de errado, entrando em um ciclo vicioso em que você se tortura emocionalmente por achar que não é bom o bastante para ninguém.

Quando pararmos de depositar todas essas expectativas em uma só pessoa, parando de responsabilizá-la por nossa felicidade ou infelicidade (gente coitado do indivíduo, ele já precisa se preocupar com a felicidade dele mesmo) vamos aprender o que é um relacionamento sadio. Não é sobre preenchimentos, é sobre derramamentos.

Amor próprio

Amor próprio primeiro. Créditos imagem: Pixabay.

2 – Se estiver perdendo tempo com o sapo, pode deixar de conhecer o príncipe

Que alguns relacionamentos se mantém pela comodidade não é nenhuma novidade. A magia acaba, e às vezes você se questiona se vale a pena continuar. Sinceramente, se essa pergunta passou pela sua cabeça é bom avaliar minuciosamente se o que te prende nessa relação não é a comodidade, o tempo de vida do relacionamento, por que eu sei que isso pesa, eu sei que parece difícil recomeçar sozinha/o, mas gente, pior ainda é ficar com alguém por comodidade e não mais por amor.

Enquanto você está “presa” a esse meio amor (se é que ainda tem algum amor aí), pode estar perdendo a chance de encontrar alguém parecido com você e que desperte em você novamente aquela magia apagada.

3 – Você é incrível demais e merece um amor inteiro

Fique com alguém que goste de estar com você e que valorize o quão iluminada/o você é. Duas pessoas completas juntas são muito mais felizes do que duas “metades” se apoiando uma na outra.

Juntem suas qualidades e sejam incríveis juntos.

4 – A carência pode ser curada com um bichinho de estimação

Contentar-se com um meio amor por pura carência não é a solução. Você pode canalizar essa carência em outros horizontes. Pode adotar um cãozinho, ou passar mais tempo com o que já tenha, pode sair com as amigas, ir pra casa da sua mãe ou qualquer familiar próximo para ganhar um chamego (minha mãe é meu refúgio).

Não se apegue a alguém pelos motivos errados, você merece mais. Vá curar essa carência com outras coisas para se preparar para seu amor saudável.

5 – Amores pela metade = Dores de cabeça por inteiro

Você gosta de se incomodar? Ok, então pode arrumar um meio amor. Tem casal que tá junto, mas passa 90% do tempo brigando. Ainda dizem que quando não tem briga é porque tem algum problema. Aham, claro.

Amor verdadeiro é pra dar felicidade. Se você passa a maior parte do tempo infeliz é porque tem alguma coisa errada no seu relacionamento. E na minha opinião não vale a pena perder tempo sendo infeliz.

Abre esse sorriso lindo e vá buscar outro sorriso iluminado como o seu. Amores inteiros representam o descanso para a alma.

6 – Você pode colocar suas séries do netflix em dia enquanto o amor inteiro não chega

Tem um milhão de coisas que você pode ir fazendo por si mesma ao invés de sentar num banquinho e esperar o boy/girl magia aparecer.

Que tal ir pra yoga? Colocar em dia suas séries do Netflix, estudar, ler seus livros (aqueles que você comprou em alguma feira e colocou na estante, mas nunca leu), sair com os amigos, enfim, uma infinidade de possibilidades.

Vá cuidar de si mesma, se valorize, se ame. As coisas vão acontecer naturalmente.

7 – Sua mãe não te criou para isso

Tenho certeza de que quando você entrou naquela fase da adolescência, sua mãe, sua avó, sua irmã, ou seja lá quem tenha tido a famosa conversa iniciando por “agora que você é uma mocinha”, deve ter te ensinado a se valorizar e se colocar em primeiro lugar não é mesmo?!

Se você não teve a oportunidade de ouvir o famoso sermão da montanha sobre o quanto só vale a pena se doar para alguém quando essa pessoa se doar de volta, eu estou aqui para lhe passar essas sábias palavras:

O amor é uma via de mão dupla.

          É isso, espero que levem em consideração esses 7 motivos para não se contentarem com um meio amor.

Vocês são espetaculares e merecem mais!

Pensando na vida

Como você se vê daqui a cinco anos?

Já parou para pensar nessa famosa pergunta? Sim?! Mas, você analisou profundamente ou apenas respondeu de modo genérico? Saiba que essa pergunta pode dizer muito a respeito do modo como você vem vivendo sua vida e traçando seus planos e metas. Vem conferir como!

Todo mundo possivelmente já parou para pensar na famosa questão “Como você se vê daqui a cinco anos”, seja para uma entrevista de emprego, para satisfazer a curiosidade de algum amigo ou familiar que tenha te indagado, ou você já se perguntou isso durante algum momento reflexivo dentro de si mesmo.

Essa questão parece simples de início, mas ao analisarmos ela a fundo acredito que possamos tirar interessantes reflexões sobre nossa visão de mundo ideal e sobre nós mesmos como seres ativos nesse mundo, nosso papel e nossos objetivos, enfim, uma autoanálise que em muito pode contribuir com nossa evolução e com nosso planejamento de vida.

Para uma entrevista de emprego, geralmente acabamos respondendo essa pergunta de modo genérico, do tipo: “daqui a cinco anos me vejo ocupando o cargo de (blábláblá insira o cargo pretendido aqui) nessa companhia, me vejo também concluindo o curso de (blábláblá insira o curso aqui) que muito contribuirá para minha formação profissional e meu crescimento na empresa”. Provavelmente não iremos falar sobre nossas metas reais de vida, acabaremos focando no campo profissional, e está certo, o recrutador não quer saber do seu sonho de viajar para a Disney ou casar em um Luau na praia.

Porém, já se perguntou o que você realmente espera de si mesmo daqui a cinco anos? Como você se vê daqui a cinco anos?

Não falo apenas do lado profissional, mas também do pessoal, relacionamentos, saúde, metas, planos, objetivos e sonhos, o que você espera?

Essa questão me assusta um pouco. Uma vez li sobre a importância de traçarmos planos de vida com prazos a serem realizados, como cinco, dez, quinze anos. Poxa, é um pouco metódico demais você imaginar o que estará acontecendo na sua vida em quinze anos não é?!

Mas de fato em certo ponto há uma coerência nisso, viver como se não houvesse amanhã até parece uma boa filosofia, mas na prática acho que não funciona exatamente do jeito que o soa.

Sou o tipo de pessoa que necessita de planejamentos. Eu preciso ter um plano, uma meta, um objetivo. Veja bem, não sou o tipo de pessoa que estipula mil objetivos ao mesmo tempo, nem planejo minha vida daqui a quinze anos. Não acho que seja necessário seguir à risca a recomendação de planejar cinco anos de vida, até porque vejo esse “cronograma” como um sinalizador apenas, um lembrete de que você precisa se planejar e não deixar a vida te levar.

A filosofia de deixar as coisas acontecerem naturalmente e acreditar que tudo é destino, sorte, azar, carma, macumba, enfim, não deveria ser uma constante em sua vida. Você é um criador ambulante, e deveria saber que possui algum controle sobre as coisas ao seu redor.

Acho que a dificuldade em responder “Como você se vê daqui a cinco anos” reside no fato de não conseguirmos nos enxergar no futuro do jeito como desejamos. Podemos responder de modo genérico: “rico, magro, viajando, formado, casado, com filhos, passando férias em Acapulco, tendo dinheiro para comer sushi toda semana (meta particular da minha vida)”.

Sushi

Daqui a cinco anos me vejo comendo sushi toda semana.

Essas respostas são muito genéricas e não nos fazem realmente refletir sobre como nos vemos em cinco anos, pois elas não trazem detalhes, não nos transportam para uma realidade paralela em que já existimos e vivemos exatamente desse jeito.

Opa Karine, acho que agora você está viajando na maionese. Não, não estou, acho que o que falta no ser humano é a capacidade de se assumir, de se ver na qualidade que deseja, de se imaginar completamente e com riqueza de detalhes vivenciando aquela cena de cinco anos agora. É como se teletransportar para o futuro.

A pobreza do homem é usar tão pouco a imaginação depois que cresce.

Cada pessoa tem a capacidade de se teletransportar para onde quiser dentro da sua mente. A fábrica de pensamentos individual é ilimitada e está disponível 24 horas por dia. É mesmo uma pena que a usemos mais para o mal do que para o bem.

Pensamos mais no que não queremos que aconteça conosco do que no que queremos. Colocamos muita energia e pensamentos negativos no mundo e isso só faz mal. Ódio gera ódio, tristeza gera tristeza, rancor gera rancor, mas amor gera amor, alegria gera alegria, perdão gera perdão.

Quando formos gerar pensamentos e sentimentos temos que nos lembrar da força que eles estão exercendo no momento presente em nossa vida.

Então quando for pensar sobre Como você se vê daqui a cinco anos, tente se colocar em um estado de paz e reflita sobre o que você quer para sua vida, crie a imagem perfeita do que você quer, e foque em detalhes, sinta-se vivendo o momento. Quanto mais viajante for o seu pensamento, melhor.

Fazendo essa experiência desse jeito, você vai ver o quanto ela pode ser produtiva para sua vida, para o estabelecimento das suas metas, para planejar como conquistar o que você imaginou.

Não viva no piloto automático, seja o escritor da sua própria história.

 

Raiva, ódio

Ódio gera ódio: Como se expressar diante do que não se gosta?

Por que gastamos tanta energia com coisas que nos irritam? Quer ser mais feliz descobrindo como agir quando ver algo que te indigna? Vem conferir a di-kah desse artigo e seja mais positivo em suas palavras e atitudes!

Recentemente estamos vivendo a polêmica da empresa OMO que supostamente estaria “apoiando/defendendo” a ideologia de gênero.

Não é a primeira vez que acontece algo do tipo e as pessoas correm para as redes sociais e manifestam-se negativamente sobre o assunto e começa uma briga sem fim. E como todas as brigas, já surgem assuntos nada a ver e tudo vira esquerda x direita.

As redes sociais estão virando campos de batalha onde as pessoas estão cada vez mais focadas em disseminar o ódio.

Isso me levou a refletir sobre o porquê as pessoas se concentram tanto nas coisas que elas não gostam. Quer dizer, eu tento ficar o mais longe possível de assuntos que me irritam. E um deles é política. É extremamente difícil falar sobre política hoje em dia porque tudo vira guerra, tudo vira xingamento e ninguém se respeita.

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De volta aos tempos medievais.

Não existem debates, é guerra mesmo.

Se você achou o posicionamento da empresa de mau gosto e começou a “gostar menos” da marca, ótimo, é sua opinião, pare de comprar os produtos e escolha outro fabricante! E goste desse fabricante! E fique feliz com isso. Não fique com raiva da OMO, raiva é uma coisa tão horrorosa e na maioria das vezes só faz mal a você mesmo. E dá rugas, e como sou pobre não tenho dinheiro para plásticas depois.

O que eu quero dizer é que sempre existe um jeito melhor do que simplesmente disseminar o ódio por alguma coisa. Não seja contra a guerra, seja a favor da paz. Madre Teresa já aplicava essa filosofia e era por isso que ela não ia a manifestações contra guerra, dizia que se a convidassem para uma caminhada pela paz ela iria.

Caso você agora adote o boicote a OMO (porque isso é um direito seu) pare de comprar os produtos e escolha outra marca, e seja a favor dessa marca. O problema não é o ato de boicotar, o problema é o ato de aumentar a bola de neve, de ódio, que está se espalhando cada dia mais pelo mundo.

Então eu não acho que boicotar seja a melhor solução, não boicote algo, promova o oposto. Para mim soa muito melhor algo como “compre ipê” do que “não compre OMO”.

Não estou aqui para defender a OMO, ou promover a IPÊ ou qualquer outra marca, estou aqui para dizer que quando você odeia algo e fala disso com raiva, toda essa raiva vai voltar para você de alguma maneira, e ainda por cima irá promover a marca de certa forma. Você acha que está protestando contra algo, mas na verdade você está protestando contra seu próprio bem-estar.

Tudo o que começa negativamente não pode terminar em algo bom.

Temos que policiar nossos lábios e tentar ser mais positivos no dia a dia. E essa coisa das empresas, todos adoram criticar marcas e fazer boicotes e tal, mas eu vejo pouquíssimas pessoas dedicarem um tempinho para elogiar, para falar bem de algum produto que gostaram. E gente, essas empresas não produzem coisas que fazem nossas vidas mais fáceis?

Uma vez enviei um e-mail para O Boticário, apenas para elogiar um desodorante em creme sem cheiro que eles fabricavam, e que eu comprava direto, adorava, porém fazia tempo que não encontrava nas lojas e então aproveitei para perguntar por que não estavam mais produzindo. Eu gastei apenas uns 2 minutos para redigir esse e-mail e enviar, e prontamente eles me responderam e foram super gentis agradecendo o meu contato e a minha preferência, e explicando que estavam trocando a embalagem do produto, por isso não estava disponível.

Gastamos muito tempo fazendo textões nas redes sociais criticando as empresas e os serviços prestados, porém não queremos “perder tempo” elogiando um bom atendimento ou um excelente produto.

Estamos propensos a espalhar negatividade, mas por quê? É muito mais agradável espalhar positividade! É muito melhor elogiar do que criticar.

Você não prefere receber um elogio ao invés de uma crítica?

Da próxima vez que receber um bom atendimento ou que usar um produto que faça o seu dia mais fácil ou mais feliz, elogie. O mundo está cheio de críticas e se queremos melhorá-lo devemos começar a elogiar os pontos positivos ao invés de focar na negatividade.

E quando ver algo que não gostar, pense duas vezes se vale a pena entrar na discussão, ou pense no modo como você vai entrar na discussão.

O mundo está muito chato porque as pessoas perderam a noção de como se comunicar umas com as outras. Se alguém pensar diferente já é jogado para fora do “círculo de confiança”. Liberdade de expressão virou: liberdade de expressão desde que eu concorde com o que você quer expressar.

Sejamos mais tolerantes uns com os outros para que possamos receber tolerância em troca.

O mundo está cheio de negativismo, tente deixar algo positivo por onde passar.

Amor no Tinder é possível?

Será que é possível encontrar o amor na terra dos aplicativos de relacionamentos?!Um estudo de caso da era Tinder. Vem conferir!!!

     O mundo está cada vez mais virtual e, consequentemente, os amores também. Temos a nossa inteira disposição uma gama de aplicativos para conhecer novas pessoas. Mas a dúvida que paira na cabeça, das mulheres principalmente, é: dá para encontrar alguém realmente interessado em algo sério em “um tinder” da vida?!

Minha resposta primeiramente será não. Você não vai entrar no tinder e encontrar um cara louco para ser pai de família, essa não é “a pegada” do tinder. As pessoas que entram lá estão de “sangue doce”, querem bater papo, sair, conhecer gente nova, flertar e coisa e tal e tal e coisa.

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     Todavia, sabemos que muitos relacionamentos começam assim, não esperamos nos envolver, às vezes nem estamos procurando nada sério, mas acontece.

      Eu vivi o conto de fadas da era digital. Sim, conheci meu namorado no tinder, fiz tudo o que não se deve fazer em um primeiro encontro, quebrei todas as regras estipuladas pelas amigas e desbanquei os joguinhos de sedução, e não é que deu certo?! Quem pode entender o amor? Ele simplesmente não faz sentido.

     A questão é que o meu namorado não estava no tinder procurando casamento, como a maioria dos caras não está. As mulheres acabam criando mais expectativas a respeito de um relacionamento sério (e logo no início). Os homens parecem um pouco mais desencanados quanto a isso, porém, há controvérsias, toda regra tem exceções.

     Acho que o segredo é não esperar demais, não criar expectativas. Mesmo que você entre em um aplicativo como o “Par Perfeito” que é mais direcionado para pessoas que estão procurando por um relacionamento sério (casamento, envelhecer juntos, o pacote completo), não há garantias de que a pessoa que você conhecer vá querer passar o resto da vida COM VOCÊ, ou mesmo você com ela. E isso poderia acontecer se você tivesse a conhecido em um barzinho também, não coloque a culpa na tecnologia.

     O fato é que existem muitos relacionamentos na era moderna que começaram virtualmente: o flerte foi por mensagem, a primeira conversa foi por áudio no whatsapp, o primeiro encontro foi no skype, e ainda assim era pra ser.

   Não existe lugar certo ou errado para encontrar o amor, a gente nunca sabe quando diabos aquele bendito cupido vai nos flechar e trazer o nosso felizes para sempre.

     O que eu sei é que não podemos ser preconceituosos e nem ficar julgando pessoas que buscam o amor pela internet. Ciladas existem, elas existem na vida real também. O mundo está cheio de idiotas, temos que tentar desviar deles e seguir em frente.

     E se não der certo da primeira vez não culpe o aplicativo. Pode ficar com raiva e desinstalar, mas volte depois e dê uma segunda chance. Eu tive que esbarrar nos idiotas primeiro antes de encontrar um menino tão lindo com uma foto ao lado de um São Bernardo (que eu ingenuamente achei que era dele).

     Agora uma coisa posso adiantar para vocês meninas lindas que estiverem lendo esse texto procurando amor na internet: meninos com fotos sem camisa no perfil estão muito mais interessados em curtição do que em assumir algum compromisso com vocês. Estão mais preocupados com a academia e os suplementos alimentares do que com o que vocês estão pensando sobre a relação. Assim como você se deslumbrou com o corpaço, pense que as outras provavelmente também se deslumbrarão, e esse é o motivo de colocarem essas fotos. Falo com propriedade do assunto, as amigas que não ouviram meu conselho me provaram que eu estava certa ao saírem com os Srs. Musculosos Exibicionistas. Nem vou falar dos caras que colocam fotos com carros e motos (tinder não é OLX), isso é patético, chega a ser triste, vocês realmente precisam disso para chamar atenção?!

     Eu sempre gostei de observar o que a pessoa escrevia no perfil, tem gente que não coloca coisa com coisa lá. Vejam melhor o filtro de vocês. Se estiverem só pela curtição desconsiderem meus comentários.

     Meu filtro era ler o perfil e ver as fotos, fotos com família e com animais ganhavam mais pontos positivos. Sei que existem exceções, mas só estou dando umas dicas que funcionaram para mim. Acho que o filtro “é bonito ou não” é supérfluo demais. Sei que não temos como fazer uma avaliação tão completa com tão poucas informações, mas alguma coisa já dá para deduzir.

     Não fique folhando o tinder como um cardápio humano, analise antes de dar like. Se você procura mais do que curtição não pode agir de qualquer jeito.
Uma coisa que posso falar por experiência própria é que dá para encontrar o amor virtualmente sim, basta ter a mente aberta e agir naturalmente. E não se cobre tanto, esses joguinhos de se fazer de difícil, de ignorar mensagens e tentar não parecer tão disponível a meu ver são uma perda de tempo para os dois.

     Seja você e tudo acontecerá exatamente do jeito que tem que acontecer.

“Se deu certo bom, se não deu certo ótimo: próximo, próximo…”
Naiara Azevedo feat Ivete Sangalo